segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Airom Meiden é do capeta!

http://www.youtube.com/watch?v=cOVzXYEU3Bk

Essa semana foi noticiado que um menino foi retirado da sala de aula por estar batucando na mesa. Até lá, quantos professores não fizeram o mesmo? (eu próprio fiz isso umas 35729586702 vezes)

Lendo as notícias nos sites e televisão percebi umas bizarrices. Em primeiro lugar, o tom de cada reportagem não foi novidade. Cada um focava no que importava. O piti do professor, o piti da mãe, enfim aquele forfé (sic) todo. Particularmente não me importaria com as discussões inflamadas, comentários dos site e tudo isso.

Mas algo me revoltou.

Como alguém tem o direito de argumentar que o metal é do diabo? Tal imbecilidade não pode ser deixada de lado.

Qualquer um que tenha um mínimo de senso (leia-se www.google.com), sabe que o movimento do NWOBHM tem suas origens nos operários ingleses que, alienados pelo capitalismo (não escapei do chavão comuna.. lol) buscavam na música uma forma autêntica de expressão. Irreverente, a donzela de ferro era voz do povo, uma voz revoltada que usava The Trooper para levar ao mundo sua opinião e seus ideiais, pelas letras, riffs e solos.

Lembro claramente do primeiro show deles que eu vi.
Lembro da emoção de ver os maiores nomee do metal tratando a gente, milhares de pessoas, como amigos de longa data.
Lembro de cantar todas as músicas, de me emocionar e, principalmente de voltar para casa acreditando que tinha milhares, milhões de irmãos ao redor do mundo.
Lembro dos amigos durante esses anos ouvindo Iron Maiden.
Lembro de suas músicas inspirando os melhores momentos de minha vida.
Lembro do meu primeiro dia na faculdade de História, de quando a professora me perguntou por que escolhi essa faculdade, e eu me lembrar do Bruce Dickinson e do Lawrence da Arábia.
Lembro de tentar tocar Aces High no contrabaixo com 16, 20, 25 e 31 anos de idade.

Enfim, lembro de que Iron Maiden me acompanhou durante tantos anos e fico imaginando a cara de um menino de 8 anos de idade que chegou em casa e queria desistir de ser músico porque alguém ignóbil tentou tirar algo tão importante da vida dele: o amor pela música.

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